Estou no meio termo, na
linha tênue que existe entre a realidade e a ilusão. Dois universos paralelos
que deveriam se misturar mais vezes. Fecho os olhos para poder sonhar acordada,
imaginando como a vida seria melhor se as pessoas fossem menos mundanas e
desapegadas de determinados valores que nos metralham como corretos. Queria
abraçar o mundo com a minha imaginação, adoraria teletransportar as pessoas na
tentativa única de tirá-las do mesmo mundinho. Desejaria que elas percebessem antes tarde do que nunca que a vida passa, passa rápido e o tempo não volta.
Já dizia a música Tempo
Perdido do Legião Urbana: "nós temos todo o tempo do mundo", "nem
foi tempo perdido", "somos tão jovens, tão jovens" (...). Nós
temos sim todo o tempo do mundo, embora cada dia a mais de vida seja um dia a
menos também. E mesmo tendo tempo, às vezes nos falta coragem. Coragem
de ir lá e fazer o que se tem vontade. Falta aqueles 15 segundinhos insanos
para tornar tudo diferente. Se não for agora a hora de levantar do sofá para
mudar tudo, talvez essa hora não chegue novamente, mesmo tendo todo tempo do
mundo. Se for para se arrepender, que se arrependa depois de tentar, somente depois de tentar.
Essa falta de criatividade ou
interesse me frustram de uma maneira difícil de descrever. Relacionamentos
monótonos e cômodos me dão nos nervos, fico louca! Agonio-me só de estar perto.
Pessoas acomodadas, reclamonas e pessimistas têm o dom de me tirar do sério em
pouquíssimo tempo. Faço todo o esforço do mundo para passar o mais longe
possível delas. Nada cai do céu, nada nunca caiu além de chuva.
Concordo plenamente com um pensamento do Thomas
Jefferson que diz: Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto
mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho. Exatamente.
BINGO.
EUREKA.
"Quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho." Mil vezes bingo, mil vezes eureka. Simples assim. As coisas só acontecem quando vamos atrás, poxa! É tão difícil compreender? Seja em trabalho, relacionamentos, sonhos, projetos ou qualquer outra coisa, só quando damos nossa cara pra bater. Por favor, não se acostume com pouco.
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