quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Somos tão jovens


         Estou no meio termo, na linha tênue que existe entre a realidade e a ilusão. Dois universos paralelos que deveriam se misturar mais vezes. Fecho os olhos para poder sonhar acordada, imaginando como a vida seria melhor se as pessoas fossem menos mundanas e desapegadas de determinados valores que nos metralham como corretos. Queria abraçar o mundo com a minha imaginação, adoraria teletransportar as pessoas na tentativa única de tirá-las do mesmo mundinho. Desejaria que elas percebessem antes tarde do que nunca que a vida passa, passa rápido e o tempo não volta.
         Já dizia a música Tempo Perdido do Legião Urbana: "nós temos todo o tempo do mundo", "nem foi tempo perdido", "somos tão jovens, tão jovens" (...). Nós temos sim todo o tempo do mundo, embora cada dia a mais de vida seja um dia a menos também. E mesmo tendo tempo, às vezes nos falta coragem. Coragem de ir lá e fazer o que se tem vontade. Falta aqueles 15 segundinhos insanos para tornar tudo diferente. Se não for agora a hora de levantar do sofá para mudar tudo, talvez essa hora não chegue novamente, mesmo tendo todo tempo do mundo. Se for para se arrepender, que se arrependa depois de tentar, somente depois de tentar.
        Essa falta de criatividade ou interesse me frustram de uma maneira difícil de descrever. Relacionamentos monótonos e cômodos me dão nos nervos, fico louca! Agonio-me só de estar perto. Pessoas acomodadas, reclamonas e pessimistas têm o dom de me tirar do sério em pouquíssimo tempo. Faço todo o esforço do mundo para passar o mais longe possível delas. Nada cai do céu, nada nunca caiu além de chuva.
           Concordo plenamente com um pensamento do Thomas Jefferson que diz: Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho. Exatamente.
          BINGO.
          EUREKA.
          "Quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho." Mil vezes bingo, mil vezes eureka. Simples assim. As coisas só acontecem quando vamos atrás, poxa! É tão difícil compreender? Seja em trabalho, relacionamentos, sonhos, projetos ou qualquer outra coisa, só quando damos nossa cara pra bater. Por favor, não se acostume com pouco. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário