terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Morte e Vida de Charlie St. Cloud


       Sim, mais um livro finalizado. Nesses últimos quinze dias eu me superei, diga-se de passagem. Gosto de primeiro ler o livro, e, se possível, depois ver o filme. Claro que filmes sempre nos frustram se forem comparados aos filmes, não é mesmo? Pois é, também tinha essa verdade como absoluta até ler Morte e Vida de Charlie St. Cloud. A história é muito boa mesmo, embora eu só tenha chorado quando assiste ao filme. Fui lendo e arrumando até o fim, querendo eliminar aquele excesso de e .. e .. e .. e .. e .. e. Depois li nos agradecimentos, que o autor deixava uma grande observação para o talento da sua mãe como editora pelo papel de não deixar nada passar na revisão do manuscrito. 
      O problema foi a porcaria da tradução que fizeram, que agonia.  A partir deste livro, sempre que eu ver: tradução de Ivar Panazzolo Júnior eu irei passar longe. Parece que foi traduzido palavra por palavra. Conforme eu ia lendo, arrumava as frases mentalmente. Talvez seja neurose minha, o que é bem provável também, só que desfocava totalmente do objetivo quando precisava ficar ajeitando a ortografia para que a frase desse um sentido coerente, além de dar um trabalhão do caramba.
      A história é muito criativa e interessante porque aborda sobre dor, perda e aproveitamento do tempo aqui na terra. relata a vida do Charlie, que é o irmão mais velho, e vai sofrer um acidente com o seu irmão mais novo, o Sam, enquanto estão voltando de um jogo juntamente com um cachorrinho Beagle que é da família. Sam morre ali mesmo, assim que batem em um caminhão. O bombeiro que conseguiu trazer Charlie de volta, é o que narra grande parte da trama, reencontrando-o tempos depois antes de partir. Acontece que, ao sobreviver Charlie consegue ver os espíritos que ainda estão presos de alguma forma a terra e ainda não partiram. E, todo dia, as seis da tarde, fica uma hora jogando com seu irmão, assim como havia prometido nunca abandoná-lo. 
  Treze anos se passaram desde o incidente, e Charlie ainda continuava trabalhando no cemitério, jogando com o irmão, e vivendo lá por sentir-se culpado pela tragédia. Até encontrar Tess, que certo dia foi para lá visitar o túmulo do seu pai. Ele não identificou inicialmente que ela não estava lá presente de carne e osso, mas sim porque havia sofrido um acidente em alto, e era sua alma que tinha ido atrás de ajuda do pai enquanto o corpo estava perdido em alto-mar. A partir disso, a história pega fogo cada vez. Super recomendo porque deve ser incrivelmente bom em inglês.

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