Sim, mais um livro finalizado. Nesses últimos quinze
dias eu me superei, diga-se de passagem. Gosto de primeiro ler o livro, e, se
possível, depois ver o filme. Claro que filmes sempre nos frustram se forem
comparados aos filmes, não é mesmo? Pois é, também tinha essa verdade como
absoluta até ler Morte e Vida de Charlie St. Cloud. A história é muito boa
mesmo, embora eu só tenha chorado quando assiste ao filme. Fui lendo e
arrumando até o fim, querendo eliminar aquele excesso de e .. e .. e .. e .. e
.. e. Depois li nos agradecimentos, que o autor deixava uma grande observação
para o talento da sua mãe como editora pelo papel de não deixar nada passar na
revisão do manuscrito.
O problema foi a porcaria da tradução que fizeram, que
agonia. A partir deste livro, sempre que
eu ver: tradução de Ivar Panazzolo
Júnior eu irei passar longe. Parece que foi traduzido palavra por palavra.
Conforme eu ia lendo, arrumava as frases mentalmente. Talvez seja neurose
minha, o que é bem provável também, só que desfocava totalmente do objetivo
quando precisava ficar ajeitando a ortografia para que a frase desse um sentido
coerente, além de dar um trabalhão do caramba.
A história é muito criativa e interessante porque aborda sobre dor, perda e aproveitamento do tempo aqui na terra. relata a vida do
Charlie, que é o irmão mais velho, e vai sofrer um acidente com o seu irmão
mais novo, o Sam, enquanto estão voltando de um jogo juntamente com um
cachorrinho Beagle que é da família. Sam morre ali mesmo, assim que batem em um
caminhão. O bombeiro que conseguiu trazer Charlie de volta, é o que narra
grande parte da trama, reencontrando-o tempos depois antes de partir. Acontece
que, ao sobreviver Charlie consegue ver os espíritos que ainda estão presos de
alguma forma a terra e ainda não partiram. E, todo dia, as seis da tarde, fica
uma hora jogando com seu irmão, assim como havia prometido nunca abandoná-lo.
Treze anos se passaram desde o incidente, e Charlie ainda continuava trabalhando no
cemitério, jogando com o irmão, e vivendo lá por sentir-se culpado pela
tragédia. Até encontrar Tess, que certo dia foi para lá visitar o túmulo do seu
pai. Ele não identificou inicialmente que ela não estava lá presente de carne e
osso, mas sim porque havia sofrido um acidente em alto, e era sua alma que
tinha ido atrás de ajuda do pai enquanto o corpo estava perdido em alto-mar. A
partir disso, a história pega fogo cada vez. Super recomendo porque deve ser
incrivelmente bom em inglês.
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