sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Sob a minha ótica: Hitler - Retratos de uma tirania

       



            Nunca fui fã de história, muito menos na minha época de colégio para falar a verdade. Aprendi na cadeira de Teorias da Comunicação, que a forma como ensinam os alunos atualmente foi inventada há muitos anos atrás - no século XIX se não estou enganada. Querendo ou não, a juventude anda cada vez mais impaciente e dispersa, além de mais atucanada do que nunca. Tenho convicção de que isso será mais intenso dia após dia por causa da internet, decorrente de como buscamos por informação. Ou seja, se a forma como os jovens são ensinadas não forem atualizadas, acredito que o interesse continuará não sendo despertado.
      Após um período me sentindo enjoada de tantos romances policiais, acabei esbarrando em uma livraria com uma das obras do Augusto Cury chamada O colecionador de lágrimas. Como percebi que tinha fatos históricos dentro de uma ficção, foi então que pensei: tá aí, é exatamente disso que eu estou procurando agora. Quem sabe a história que tentaram aplicar em sala de aula começa a despertar interesse de uma vez por todas. 
       Mergulhei, então, nesta ficção de um professor que estava cansado de ver seus alunos repetindo informações ao invés de serem formadores de opiniões. O passado misturava-se com o futuro trazendo pessoas daquela época terrível para o presente. Pode parecer uma maluquice completa, só que foi a partir deste livro que comecei a me interessar por história. Foi naquela busca incansável do professor tentando tirá-los dos aparelhos eletrônicos, lutando para que prestassem mais atenção em suas aulas que não consegui mais desfocar do assunto.
      Quando comprei Hitler - Retratos de uma tirania, do escritor Fernando Jorge, também achei que abordaria a ascensão desse abominável ditador em termos psicológicos. Descuido meu a parte, não me dei por conta que desta vez a história seria contada por um jornalista e não por um psiquiatra, como é o caso do Augusto Cury. Sem sombra de dúvidas Fernando Jorge abordou a história como ela foi, trazendo fatos, acontecimentos e até mesmo cartas enviadas pelo Fuhrer alguns anos atrás - que não foram tantos assim embora a gente lida com o assunto como se tivesse acontecido há milénios. 
      Quanto mais eu leio a respeito, mais eu fico abismada com tudo. Hitler, que até fome passou, foi desprezado pelo seu pai por querer ser um pintor, e amava muito a Alemanha. Nas observações feitas pelo escritor, psiquiatras já observaram que ele exagerava as coisas doentiamente. Nada de meio termo, ou gostava-se ou adiava-se. Eu sempre achei, por exemplo, que a teoria de purificação da raça ariana era dele, mas não era. Como li, esta teoria é do Francês Arthur de Gobineau, mais conhecido como Conde de Gobineau, que a criou, embora tenha se baseado em outras teorias racistas para criar esta. Hitler apoderou-se totalmente das ideias deste preconceituoso francês, decidindo segui-las porque realmente considerava os alemães superiores e ponto final. 
      É incontestável que apesar de toda a maldade daquele ser humano, ele era extreamente inteligente. Encontrou na Alemanha devastada após a primeira guerra mundial a possibilidade de crescimento pessoal. Precisou pedir autorização do governo alemão para voluntariar-se na guerra já que era de nacionalidade austríaca (outro fato que me era desconhecido). Trabalhou como voluntário na primeira guerra como mensageiro, machucando-se inevitavelmente enquanto tentava conseguir informações, pois ficava nas primeiras linhas de combate.
     A cegueira foi consequência temporária, ficando no hospital por poucos meses. Ao sair de lá e com a visão de volta, associou-se a um partido que estava crescendo. O seu gosto pela política se expandiu de forma considerável, e rapidamente tomou parte do partido, participando dos comícios, reuniões, organizações até chegar ao ponto de discursar. Era na oratória que ele dominava, pois levava o povo ao delírio com muita facilidade. Com publicidade Hitler conseguiu atingir um número de incontáveis seguidores, que crescia mais e mais após cada discurso. 
     Bom, sei que muita gente também quer conhecer mais o assunto, por isso eu sinceramente recomendo este livro aqui para leitura. Não vou contar todo o restante porque perde a graça, né? Quem se interessa precisa ir atrás para saber mais. Mas, já adianto que há muitas fotos desde o tempo em que ele era pequeno, dos desenhos que fazia até o momento em que a população o idolatrava. Além de curiosidades, especulações, pensamentos das pessoas que conviveram como ele, tem também uma breve parte do seu livro intitulado Mein Kampf (minha luta) que fora escrito no período em que esteve preso. Para quem gosta de um relato imparcial, aí está a minha dica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário