Quando abri o facebok hoje pela manhã, vi a foto de uma das fanpages de dicas de livros que costumo acompanhar. Uma frase estava praticamente pulando através da minha tela: Parabéns, dia 07 de janeiro é o dia do leitor. Senti aquele arrepio percorrer minha nuca porque tive a certeza que é um dia especial para quem, assim como eu, disponibiliza tanto tempo diário com algo tão prazeroso.
Há muito tempo sou apaixonada pela leitura, ficando complicado escolher um título mais adorado que outro. São várias, inúmeras - incontáveis obras brilhantes que já li. Se pudesse, queria parabenizar cada escritor, um a um. O meu primeiro encanto foi o pequeno príncipe, ainda menina quando ia na casa da vizinha admirar uma estante imensa com os meus redondos e grandes olhinhos brilhantes.
Recordo com perfeição que ela não costumava me emprestar nenhum deles porque eu era muito pequena, e como toda pessoa apaixonada pelos seus pertences, ela também tinha medo de que eu pudesse estragá-los. Não me importava nenhum pouco de ir após a aula para sua casa, sentar no chão ou no sofá para ler. Lá, por muitas tardes ou manhãs, conforme variava o ano de estudo, eu aprendi a viajar, imaginar e principalmente foi ali que comecei a me apaixonar.
Minha mãe não tinha esse hábito, meu pai muito menos, mas minha irmã mais velha que tem três anos de diferença de mim já começava a dar os primeiros passos quanto a isso, carregando seus livrinhos de lá para cá todo o tempo. Essa minha vizinha, que na época era professora, conseguiu despertar algo que pretendo carregar para o resto de minha vida. Parece que foi ontem que eu parava na frente do seu portão gritando: Tia Vera, já posso entrar?
Agora eu sei como é importante apresentar um novo mundo para as crianças, incentivando-as a encontrar algo de seu interesse. Mesmo sendo pequenos seres, nossas diferenças já vão se sobressaindo nos passatempos escolhidos. Atualmente já tenho mais de 100 títulos, tendo que guardar muitos embaixo da cama dentro de uma mala porque simplesmente não tenho onde colocá-los, fazer o que se opto por comprá-los em demasia ao invés de roupas ou calçados?
De lá para cá nunca mais parei, eu tive apenas curtos espaços de tempo. É normal nos enjoarmos ou decepcionarmos com alguma obra ou autor, por isso, às vezes acabamos dando uma trégua. Nada muito duradouro porque algo nos chama, aquela voz interior sempre volta a gritar alto demais. É só passar por uma livraria que a agitação se inicia novamente. Aquele cheirinho de livro novo é melhor que perfume de marca, inebriando nossa mente. É viciante demais colecionar, devorar, acumular. E não sei se estou conseguindo transmitir isso.
De lá para cá nunca mais parei, eu tive apenas curtos espaços de tempo. É normal nos enjoarmos ou decepcionarmos com alguma obra ou autor, por isso, às vezes acabamos dando uma trégua. Nada muito duradouro porque algo nos chama, aquela voz interior sempre volta a gritar alto demais. É só passar por uma livraria que a agitação se inicia novamente. Aquele cheirinho de livro novo é melhor que perfume de marca, inebriando nossa mente. É viciante demais colecionar, devorar, acumular. E não sei se estou conseguindo transmitir isso.
Ansio loucamente por ter a minha biblioteca repleta de prateleiras que eu imagino serem desenhadas exoticamente com fortes sustentos para não correr o risco de despencarem como já aconteceu tempos atrás. Seria loucura se eu falasse aqui que o único espaço da casa que pretendo ter um dia que eu paro para ficar imaginando é o ambiente da minha biblioteca? Quanto ao restante seja o que Deus quiser.
Para finalizar, quero comentar que esta foto é da minha irmã mais nova. Registrei esse momento ontem à noite enquanto estava extremamente concentrada. Ela sempre lê antes de ir se atirar na minha cama para fazer bagunça, ganhar algum chamego ou rir das minhas palhaçadas. Se este hábito está na nossa genética ou se é reflexo do meu comportamento eu não sei responder, mas me rasgo de orgulho quando a vejo compenetrada nas histórias condizentes à sua idade.
Se eu pudesse ousar em te dar um conselho, diria para ler mais. Não interessa se for de literatura, didático ou teórico. Já dizia Albert Einsten que a mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original, não é mesmo?

Nenhum comentário:
Postar um comentário