Entre as neuroses ou paranoias que tenho, o problema com o peso é algo evidente. Assim como eu, muitas pessoas lutam para encontrar um
ponto de equilíbrio entre o corpo e a mente. Sei que nos bombardeiam afirmando que precisamos nos
amar da forma como somos, que é preciso ter autoestima acima de tudo. Mas no
meu caso, a forma como eu sou se direciona sempre para arredondada, formato
circular, ser gordinha mesmo. Tenho uma
tendência ABSURDA para engordar, é impressionante. Li em algum lugar uma vez
que, se a criança é muito gordinha na infância,
ela formará mais células de gordura, o que dificultará o processo de
emagrecimento na fase adulta, juntamente com um artigo ressaltando sobre
porcentagem de armazenamento de informação celular. Não entendo absolutamente nada sobre o assunto, apesar de vivenciar exatamente o que está escrito, compreendo que a informação é verdadeira.
Se eu for me aceitar do jeito que sou, teria que me aceitar para ser cheinha. o problema é que eu só me sinto bem quando estou mais magra. Não tenho um pingo de vontade de me socializar quando estou acima do peso, fazer o quê. Minha mente me metralha muito mais que qualquer opinião alheia. É a típica história de alguém sempre foi gordinha, que escutou muitos comentários do tipo: para de comer, fecha essa boca, você vai ficar ainda maior, se controla que isso é gula, ou pra piorar, você vai repetir de novo? Não adianta, talvez seja reflexo de muitos dias que eu usava uma roupinha mais colada, sendo apontada diretamente para o pneu da barriga ou escutando comentários do meu rosto que sempre teve formato arredondado, principalmente quando eu engordo que ele vira um outdoor. O maldito efeito sanfona é outra coisa que conheço bem, muitíssimo bem, diga-se de passagem. Diminui um número do manequim, aumenta dois. Emagrece 3, engorda 5. Perde 4, encontra 6. E assim por diante.
Se eu for me aceitar do jeito que sou, teria que me aceitar para ser cheinha. o problema é que eu só me sinto bem quando estou mais magra. Não tenho um pingo de vontade de me socializar quando estou acima do peso, fazer o quê. Minha mente me metralha muito mais que qualquer opinião alheia. É a típica história de alguém sempre foi gordinha, que escutou muitos comentários do tipo: para de comer, fecha essa boca, você vai ficar ainda maior, se controla que isso é gula, ou pra piorar, você vai repetir de novo? Não adianta, talvez seja reflexo de muitos dias que eu usava uma roupinha mais colada, sendo apontada diretamente para o pneu da barriga ou escutando comentários do meu rosto que sempre teve formato arredondado, principalmente quando eu engordo que ele vira um outdoor. O maldito efeito sanfona é outra coisa que conheço bem, muitíssimo bem, diga-se de passagem. Diminui um número do manequim, aumenta dois. Emagrece 3, engorda 5. Perde 4, encontra 6. E assim por diante.
Somente
de um ano para cá que fui ter consciência da tal reeducação alimentar. Já tinha escutado falar várias vezes, mas nunca havia dado real importância. Frequento academia desde os treze anos, não sou
sedentária, pratico caminhadas ao ar livre e quando ia me pesar o ponteiro só
subia, por quê? Porque eu descontava todas as minhas raivas, estresses,
problemas e principalmente minhas ansiedades na comida. Comprava muita barra de
chocolate, pacotes de salgadinho e bolacha recheada para comer escondida. Como
se fosse fazer diferença comer escondida ou não, já que a única prejudicada era eu. Admito que levou um tempo para eu ter consciência disso, que
não adiantava eu me esgoelar na academia ou sair caminhando por quase 3h como
uma desvairada se eu chegava em casa e comia um "boi pela perna".
Enquanto eu não ficava estufada a ponto de passar mal eu não sossegava.
Assim
que procurei ajuda profissional para controlar minha ansiedade , aprendi a
canalizar meus problemas para não direcioná-lo a comida sempre. Ao invés de comer em excesso, optei por uma
alimentação mais saudável, muito menos gordurosa, escolhendo um dia para comer as
porcarias que tenho vontade. Não fiz mais aquelas loucuras de cortar tudo de
uma hora pra outra e depois voltar compulsivamente.
Um ano pensando diferente e lá se foram quase 12 kilos. O objetivo ainda não
foi atingido, mas falta só 4. No ritmo que estou, talvez leve mais uns 3, 4
meses para atingi-lo, mas eu não estou com pressa agora. Estou confortável
assim, sinceramente. Sempre encontraremos alguma coisa para implicar, não é mesmo? Depois que perder esses 4 kilos eu certamente encontrarei outra coisa para encafifar, isso é inevitável.
O bom do blog é poder compartilhar as coisas que nos acontecem. Não adianta ficar só reclamando sem encontrar uma maneira de resolver nossas pendências. Se nos final das coisas eu conseguir motivar ao menos uma pessoa, eu já ficaria muito feliz. Nada compra estarmos bem, sentir-se resolvida e não ter problema com a imagem. Quer colocar um biquíni pra ir para praia, tomar banho de piscina com os amigos ou usar uma roupa colada para badalar? Okay, vamos lá! Chega de se esconder atrás de lindas cangas ou camisetões.
Never more.
O bom do blog é poder compartilhar as coisas que nos acontecem. Não adianta ficar só reclamando sem encontrar uma maneira de resolver nossas pendências. Se nos final das coisas eu conseguir motivar ao menos uma pessoa, eu já ficaria muito feliz. Nada compra estarmos bem, sentir-se resolvida e não ter problema com a imagem. Quer colocar um biquíni pra ir para praia, tomar banho de piscina com os amigos ou usar uma roupa colada para badalar? Okay, vamos lá! Chega de se esconder atrás de lindas cangas ou camisetões.
Never more.


