quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Insira título

          Pego as anotações que fiz semana passada no canto daquele caderno encardido que fica na cabeceira daquela escrivaninha velha, posicionada a esquerda da minha cama. Sabe de uma coisa, nunca achei essas garotas baladeiras/namoradeiras atraentes. Desculpa, talvez eu esteja sendo mesquinha ao projetar meus anseios nos outros, só não entendo essa necessidade de um relacionamento. 
       Acredito que chegará o tal dia na minha vida em que essa seja a prioridade: ter alguém, embora hoje, eu não tenha um pingo de paciência para isso. Por ora, puta merda, eu só quero viver! E é viver a moda Luciana mesmo, que é estar rodeada de livros, acumulando textos em cadernos e folhas soltas, ciente de que perderei a metade pelo caminho ou sequer encontrarei algo depois. É sério, sou insuportavelmente bagunceira, mas sou assim. Desisti de tentar ser organizada. 
       Quero marcar muitos encontros com os meus amigos, tomar xícaras e xícaras de chá ou café enquanto comemos uma porcaria nessas cafeterias de esquina. Não me julgue, tampouco me convide para sair. Uma balada a cada a 6 meses é mais do que suficiente para suprir a "minha cota de baladas". Me convide, então, para ir numa livraria, e não me chame para comprar roupas - sou uma péssima parceria para shopping. Me peça para sentar na sarjeta e falar sobre os pormenores da vida, mas por favor, não me convide para ir num desses pubs da moda. Me peça um livro emprestado, mas não o número do meu telefone. Me conte uma piada, mas não me venha com fofocas ou intrigas. Me convide para pegar o carro e dirigir sem rumo até ancorarmos sabe lá Deus onde, só não me fale em monotonias. 
         Me convide para maluquices diurnas, mas por favor, me deixe a sós a noite. Eu quero os meus livros e este meu universo particular. Eu quero buscar as respostas para minhas tantas perguntas, não é momento para compartilhar-me com outra pessoa. Quero estar a sós comigo mesma, quero meditar, escutar minhas músicas, deitar e levantar a qualquer hora. Não gosto de explicações,por isso, ando bem sozinha, afinal, há quem ainda diga que é melhor estar só do que mal acompanhada ..

Sobre uma tal de dor

          Desculpa, havia prometido não tocar mais neste assunto, tampouco que sofreria essa dor novamente. Nunca tive vergonha ou medo de falar que levei algum tempo para me recuperar desse "tombo".  Tombo .. palavra esquisita, né? Juro, achei que já estivesse curada, que ao ver uma foto atual sua, a cicatriz não se abriria nunca mais. Mas não, eu me precipitei, fui leviana e prepotente com os meus próprios sentimentos, estava redondamente enganada sobre as minhas emoções, o que obviamente demonstra que preciso aprender a me conhecer melhor.
            Senti que os pontos desse ferimento estão ainda aqui comigo. E, se fosse possível personificar uma imagem, diria que vejo gotas de sangue escorrendo, assim como aconteceu no dia em que cai em cima de um copo de vidro, no  qual despertei de um desmaio com a perna ensanguentada, com gotas cristalinas e avermelhadas saindo uma  a uma de um longo rasgo na minha perna direita. É isso que sinto, os pontos deste machucado sendo arrancados a dente - um a um, como se essas mesmas gotas cristalinas continuassem a escorrer.
            E, desculpa novamente, mas não são sentimentos bons, muito menos algo pelo qual eu me orgulhe de escrever. É uma junção de nojo, raiva, desdém e mágoa. Eu sei, não deveria ter fuçado no seu perfil numa rede social que nem o tenho mais como amigo, afinal, quem procura sempre encontra alguma coisa, não é mesmo? Pois então, eu achei. 
         Achei o resquício de um sentimento que optei por abandonar, mas que não deveria acordar ao ser cutucado. O plano inicial era abandoná-lo para me livrar mesmo de tudo e não ter que remoê-lo lá de vez em quando. Sou ciente de que coloquei minhas dores dentro de uma "caixinha" para lidar com isso mais tarde. Não vamos falar agora, muito menos tentar entender o que aconteceu. Não Luciana, não vamos atrás de nada, não vamos questionar, não vamos lidar com isso hoje, não, não e não .. Amanhã é um novo dia, apenas espere o tempo passar. 
         Há muitos meses venho esperando o tempo passar, não sabendo explicar se era o melhor a se fazer. Ainda não tenho certeza sobre nada, mas esta foi a solução que encontrei na época, apesar de saber que repetirei ato mais uma vez. Abafarei o assunto novamente, anularei o acontecido, entreterei minha mente com outros afazeres e continuarei deixando o tempo passar para que esse incômodo desapareça de dentro de mim.  Se essa ladainha um dia vai ter fim, somente os próximos textos responderão. Mas agora não é o momento certo, que tal marcarmos de tomar um café e falarmos sobre isso amanhã?

domingo, 7 de setembro de 2014

Alain de Botton ♥



             Mês passado, enquanto esperava meu vôo em Guarulhos, decidi gastar meu tempo numa das livrarias daquele aeroporto. No meio de tantos escritores conhecidos, a vendedora que estava sentada e nem fez questão de levantar para me ajudar, apenas apontou para o novo romance do Nicholas Sparks e disse: acho que você vai gostar mais desse, todo mundo está comprando.
           Quando peguei o exemplar de A Arte de Viajar, de Alain de Botton, além de adorar a capa (o que é um fator diferencial desde que comecei a estudar publicidade), também fui fisgada pela frase: as pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas. Achei que o impacto tivesse acontecido por causa do período em que me encontro atualmente, mas não, o choque vem aumentando a cada nova página lida ou trechos que venho procurando na internet das suas outras obras. 
            Escrevi tudo isso para apresentar (a quem não conhece), esse estupendo filósofo contemporâneo muito consagrado na Suécia - seu país de origem - mas pouco falado aqui no Brasil, por ser ofuscado, na grande maioria das vezes, pelos clichês autores americanos. Sei lá, vai que alguém esteja afim de iniciar uma leitura e esteja a procura de uma recomendação?

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Cilada a vista.

          Não, não estava escrito em lugar nenhum que aquilo era cilada pura, aquela cilada das grandes, sabe? Daquelas que levam um tempo gigante até a gente se recuperar por completo, ou melhor dizendo, tentar se recuperar. Olhando pra trás sem remorso, vejo que meu excesso de bondade não me permitiu enxergar além do óbvio. Criei o que eu queria enxergar, vivi o que eu queria viver e sonhei expectativas irreais sem perceber que o mundo mágico era só meu – meu e de mais ninguém. E me atirei de cabeça, sem dó nem piedade, num amor tão raso que chega a dor até hoje. Não a dor de não ter mais a pessoa compartilhando momentos inesquecíveis comigo, mas a dor de precisar levar umas pancadas pra aprender que as pessoas mentem, iludem, falam o que não sentem, são momentâneas e principalmente despretensiosas. Não seria menos doloroso aprender de outra forma? Quem sabe em um daqueles livros chatinhos de autoajuda ou inteligência emocional? Pra falar a verdade, não sei de nada mais. Só carrego comigo a dor que senti ao levar uma rasteira cruel enquanto queria que algo desse certo. E, sendo sincera como eu nunca fui antes, acho que pela primeira em toda a minha vida eu quis que algo desse certo de verdade.
        No fundo nunca terei como saber se as palavras sussuradas no meu ouvido eram verdadeiras, tampouco se você realmente sentiu o que dizia sentir ou se aquilo foi fogo de palha passageiro que durou semanas suficientes para você pular fora no primeiro contratempo. Ahhhh, pula fora, duas palavras que soam com mais naturalidade aos meus ouvidos depois de ter convivido contigo. Duas palavras que se resultam em uma só: otário. Mas, diga-se de passagem que é um pula fora inteligente, articulado, de palavras mansas e gestos suaves. Um pula fora atencioso, que beija muito bem e sabe usar perfeitamente as mãos. Um pula fora malandro, bom de papo, de sobrancelhas arqueadas e nariz pontiagudo, mas que preferiu usar toda sua inteligência para uma das piores coisas que existe no mundo: que é mentir.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Sem delongas ou mais melancolias


          Meu estômago hoje acordou embrulhado de nojo. Se o problema está em acreditar demais, eu não sei responder ao certo - não por enquanto. Estou na dúvida se ainda vale a pena depositar tanta confiança nas pessoas. Então me pergunto: por que diabos elas acabam brincando tanto com a gente? Por que falam coisas que não gostariam de dizer somente para nos impressionar? E por quê não pensam um pouco mais nos prós e contras?
          Eis que no meio desta bagunça, tenho ânsia só de lembrar de como me expus para receber tão pouco em troca. De como abri meu coração tão verdadeiramente para que alguém pudesse vir e pisoteá-lo. De como construí sentimentos para serem desdenhados num curto período de tempo. De como nem todo mundo é capaz de reconhecer e dar valor ao que sentimos.  De como não precisamos esperar o mundo girar para que tudo volte ao seu devido lugar, a gente mesmo coloca os pingos nos is, ergue a cabeça e segue em frente.
       O fato, é que junto disso, fica como herança uma ferida que demora para ser cicatrizada, além de que ficamos cada vez mais descrentes, calejados e com pouquíssima esperança nos relacionamentos (e isso serve para qualquer tipo de relacionamento, não nos limitamos somente aos amorosos), sabe por quê? Por que a história se repete. E sim, se repete com um montão de gente o tempo todo. Aconteceu com a sua amiga tempos atrás, com a amiga da sua amiga e com a amiga da amiga da sua amiga esses dias. Inclusive, escutei algo a respeito da amiga da amiga da amiga da minha amiga falando coisas semelhantes, e se não estou enganada, o jogo era muito parecido no final das contas. As mesmas histórias, os mesmos trelelês, as mesmas lágrimas derramadas por quem não as merecia.
           Um eterno jogo de perde e ganha. Um incansável jogo de aprendizado contínuo, no qual as peças são os nossos sentimentos, as decepções e frustrações que precisamos lidar. É uma pena que não seja aquele enfadonho joguinho de xadrez em que movimentos o rei, a dama, ou a rainha despreocupadamente. A merda, é que acabam brincando contigo como se você fosse apenas mais uma peça para o joguinho delas, um oco entretimento para deixar o passatempo mais divertido. E em algum período iremos nos deparar com a malandragem de quem apenas quer acumular pessoas em suas vidas. O que é mais chato, para ser bem sincera, é que o mundo está cheio desse tipo de gente. Está repleto de falsos galanteadores, falsos poetas, falsos amigos, falsos conquistadores, falsos interessados, falsos "irmãos" .. falsos, falsos .. e falsos.
         Sem delongas ou mais melancolias, não há nada melhor que chutar esse tipo de gente pra bem longe. E com alegria digo: o bom de estar vivo é que tudo se renova e o sol volta a brilhar com o passar dos dias.


terça-feira, 29 de abril de 2014

Se for vir

          Se for vir, vem sem medo e principalmente desapegado. Deixe a alma despida para encaramos novas vivências e buscarmos por novos aprendizados. Abandone pelo caminho os pesos que sobraram, nada de carregar essas dores desnecessárias. E para hoje, eu quero tudo novo. Mais AMOR, CORAGEM, VONTADE e LEVEZA DE ESPÍRITO, por FAVOR!

Botão de delete

            
         Queria que ao lado da minha cama tivesse um botão de delete, como se eu pudesse, com um simples e único clique, eliminar os pensamentos da minha mente - um bendito esvaziar de tudo. Impressionante como o ato de desligar o interruptor e encostar a cabeça no travesseiro faz com que as lembranças se intensifiquem consideravelmente, mas não deveria ser assim. Essas coisas não poderiam estar diretamente interligadas. Na calada da noite, quando estamos atirados na cama espaçosa, ficamos mais vulneráveis, desprotegidos e atordoados, pois tudo gira aleatoriamente num maldito flashback desregulado. O ambiente é propício, por isso a melancolia vai chegando de mansinho até preencher todo o lugar, então, sem nem nos darmos por conta, estamos ali revivendo as palavras ditas sem preocupação alguma num dia qualquer, o carinho que fora feito cuidadosamente na mão direita enquanto os nós dedos eram alvo de brincadeiras, os beijos silenciosos dados nas bochechas e barulhentos recebidos nos ouvidos, porque tudo não passa de singelas lembranças.
         A vida, por si só, é uma mala cheia dessas recordações que vamos carregando por aí. Algumas ficam pelo caminho enquanto outras insistem em avivar-se tanto - em especial para as pessoas que têm um coração gigante pulsando no peito, que lutam para desprender-se com mais facilidade de tudo. No fim das contas, a prisão que parecia ser fechada com grades perpétuas, vai abrindo umas frestas aos pouquinhos, até chegar uma hora em que o sol irradiará novamente, fazendo que com que tudo não tenha passado de uma simples e doce ilusão.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Que não há nada aqui dentro


Queria dizer, afirmar ou até mesmo
berrar aos quatro ventos.
Que não há nada aqui dentro
que me faça mais viva
do que a arte de amar.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

POR FAVOR, É PROIBIDO ESTACIONAR NA VIDA.


            O exagero me estressa profundamente, e quer saber de uma coisa? Vá se ferrar! Quem foi que disse que precisamos viver alienados? Se eu gosto de beber, preciso encher a cara toda a semana. Se gosto de malhar, vivo na academia e não tenho tempo para mais nada. Se estudo, como os cadernos e esqueço de me socializar. Se curto fazer festa, preciso emendar de quarta a domingo - sem falta e todo final de semana. Se gosto de futebol, só não como a bola porque ela não atravessa a televisão ou o jornal. Se arranjo um companheiro, vivo exclusivamente para essa pessoa, esquecendo totalmente de quem sou, do que gosto e o que priorizo.
            Meu Deus, aonde fica o meio-termo nessa história? Será mesmo que não é possível equilibrar toda essa turbulência para sair do olho do furação de vez em quando? É preciso RESPIRAR, socorro! Sabe aquela velha história de que oxigenar o cérebro faz bem? Pois é, então, é mais ou menos por aí que estou tentando me referir. Tenho vontade de sacudir quando escuto alguém vir com aquele tal mimimi de sempre, se limitando ou escondendo-se atrás de ai isso, ai aquilo, ai aquele outro. Eu acho que falta vontade e sobram desculpas esfarrapadas, para ser bem sincera. Não quero projetar meus sonhos em ninguém, tampouco que sejam parecidos comigo, é só que .. queria vê-los voando longe sabe, cada um com o seu desejo e com o seu objetivo, dando a cara a tapa mesmo, sem receio, medo, insegurança ou falta de vontade - principalmente os meus amigos que gosto tanto, pelos quais perco o juízo quando escuto determinadas coisas. Por essas e outras razões que fico assim tão alterada querendo escrever a respeito, porque me dá nos nervos quando vejo-os empacando ou estacionando, aquela velha mania de parar com todo o resto.
            Afinal, dá pra fazer tudo, um pouco de tudo - basta querer. E a tal da vida passa rápido demais, ela não espera a gente se dar por conta disso. Talvez eu tenha tido sorte de conseguir enxergar essa realidade com apenas 20 e poucos anos, ou quem sabe, foram as intermináveis conversas com a minha psicóloga que serviram para abrir os meus olhos para a vida. Não foram duas nem três vezes que a escutei dizer: Luciana, depois que você sair da churrascaria é possível sim ver seus amigos e fazer festa. Você pode muito bem estudar, como também pode se socializar, namorar, ir no cinema ou em shows. Você pode malhar, ler seus livros, fazer faculdade, o curso de inglês, continuar trabalhando com iniciação científica, escrever seus textos e fazer o que mais der vontade - basta se organizar e aprender a priorizar o que for mais importante.           
          Agora, escrevendo a respeito, é como se eu pudesse escutá-la dizendo mais uma vez: sabe de uma coisa Luciana? Sempre tem um amanhã, um outro dia, um outro jogo de futebol, um novo campeonato, uma outra festa interessante, uma pessoa diferente que consequentemente te despertará para coisas diferentes, um outro sonho, um desejo inesperado, uma vontade insana e assim por diante. Tudo se renova, se modifica, se ajusta e se recria. Quando se quer algo de verdade, a gente dá um jeito. Aperta daqui, estica dali e ponto final. O que não dá é pra perder tempo, ou melhor dizendo, continuar perdendo tempo. Hoje, se eu pudesse, dava um choque elétrico em algumas pessoa e ainda tatuava na testa: POR FAVOR, É PROIBIDO ESTACIONAR NA VIDA.           
          Um abraço apertado de alguém que gostou muito de viver no meio do caos, por isso, atualmente tem muita dificuldade de compreender determinadas realidades que se tornaram tão distintas da minha. Talvez por já ter passado muito tempo estacionada, enxergando como se estivesse usando um tapa-olho, assim como os que colocam em cavalos, e não diferente dos animais, eu conseguia olhar só pra frente, não percebendo todo o resto que continuava girando em minha volta sem que eu me desse por conta disso.





sexta-feira, 11 de abril de 2014

Deixe ir.


Deixe ir.
Deixe ir.
Deixe ir.
         O que for verdadeiramente seu, voltará por alguma razão. Não adianta pressionar, insistir e persistir em algo que já passou. Tudo o que acontece conosco sempre acontece por alguma razão, quer aceitamos isso, quer não. Fecha os olhos garota, deixa o cabelo bater no rosto nesta tarde ensolarada de outono e permita que esse ferimento cicatrize de uma vez por todas.
         Onde está aquela energia maravilhosa que emanava de seu corpo entre uma gargalha e outra, hein? Pessoa nenhuma tem o direito de arrancar isso de você. Volta lá, recupere-se, junte os pedaços que ficaram e reerga-se porque definitivamente não vale a pena ficar olhando somente para trás.



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Mas vou te dizer uma coisa:


       Mas vou te dizer uma coisa: o coração sangra e se recupera com o passar dos dias. A dor vai diminuindo, as lembranças vão se apagando, as inquietações se apaziguam, a tristeza é dividida e a insistência do pensamento em ir sempre atrás da pessoa vai perdendo o foco.  Acredite, as coisas vão se ajeitando com o passar dos dias, é só preciso ter calma. É evidente que machuca, que aquela agonia ultrapassa o espírito de vez em quando e a raiva transparece no rosto, no meu caso, principalmente nas bochechas - em especial a direita que sempre fica mais colorida que a esquerda. 
     Lamento sentir demais, pudera eu ignorar o que sinto, quem sabe assim as coisas seriam mais fáceis para mim também. Ainda assim, estou convivendo com o que sinto, aprendendo a lidar com cada nova emoção que surge, cuidando para não permitir que o impulso responda no meu lugar ou tome conta das minhas atitudes. Estou aqui, firme e forte, ganhando maturidade para não permitir que o medo de me machucar novamente me impeça de tentar ser feliz uma outra vez.
      Ninguém nunca disse que seria fácil, apenas senti que desta vez valeria a pena tentar - embora eu não pudesse imaginar que esse tal do destino às vezes brinca com a gente ao nos apresentar determinadas pessoas.


Num piscar de olhos


         Entre um beijo e outro Alicia sentia o coração acelerar, fazendo com que as veias quase arrebentassem por causa da pressão sanguínea instável. A respiração entrecortada, a fazia desacelerar o ritmo para permitir que o cérebro pudesse ser oxigenado normalmente. Era uma tempestade em sua mente, o calor percorrendo o corpo todo, um legítimo encontrar de almas. Ela não estava enganada, havia finalmente encontrado o que tanto procurava.                  Alicia não pretendia mais desfalecer aos poucos, se pudesse deixava a chama da vida sempre acesa dentro de si - perpetuamente. Havia se entregado como nunca fora capaz de fazer antes, sem receio, insegurança ou paranoias. Ali estava ela, de corpo e alma, sem um pingo de dúvidas. A única coisa que ela não podia imaginar, é que num piscar de olhos as coisas se perderiam pelo caminho, tomando outro rumo, sem que tivessem perguntado a ela como estavam suas emoções diante desta nova situação.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

- Você é feliz?
- Sim, claro que sim, mas ..


E sempre tem um mas, um porém, um todavia, um ainda, um quase lá, um sei lá, um amanhã, um novo dia, uma outra desculpa e assim por diante (eternamente), né?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Persuasão

                 
        Gostava de sentar em círculos para debater ideias. Falava com domínio, cuja postura e poder de oratória encantavam qualquer um. Gesticulava com leveza, impondo sua inteligência de tal forma que as pessoas sentiam-se atraídas e admiradas pelo raciocínio complexo e ao mesmo tempo encantador. Sabia escutar com atenção cada opinião adversa à sua, para poder concluir e debater num momento posterior.
         Otávio era onipresente no seu  grupo de amigos ou colegas de trabalho. Tinha vocação e talento para persuasão, isso era inevitável. Sentava-se de tal forma que conseguia enxergar a todos que estavam em sua volta, sempre olhando-os nos olhos. Pensava como mestre e falava como político, envaidecido pela possibilidade de transformar as pessoas em seres melhores. Era audacioso, não queria influenciar somente as pessoas nas quais convivia atualmente, tinha o objetivo de conquistar toda uma nação, por isso não perdeu tempo ao estudar como um louco nos últimos anos até conseguir entender que tudo não passava de um truque, cuja palavra de guerra era persuasão.

Aos jovens

Aos jovens ...

Que não se contentem com pouco.
Que sonhem, acreditem em si mesmos e ignorem o veneno alheio.
Que tracem uma meta, tenham objetivos e lutem fortemente.

Que saiam do casulo e aceitem metamorfosear-se de vez em quando.
Que abandonem as redes sociais, vivam um pouquinho mais e descubram-se.
Que esvaziem a mala, abandonem amarras e livrem-se das burocracias.

Que sigam adiante.
Que andem pra frente.
E desistam jamais.


The demon

 
 
           Meu mundo, tão bem cuidado e protegido, fora devastado por um ser, cujo rosto angelical, cabelos encaracolados e olhos esverdeados não transmitiam a amargura de sua alma, que estava há anos sedenta por vingança e consumida pela maldade.
 
 
(...) Este é um trechinho de outra história que estou criando.
 
 

New Moon

  
       Com o coração apertado sigo meu caminho, fazendo um esforço tremendo para controlar os meus impulsos que são quase involuntários. Tantas palavras precisariam ser ditas, a dor necessitaria ser compartilhada e a verdade esclarecida. Embora a vontade lateje dentro de mim intensamente, é preciso estar ciente que o silêncio é considerado sagrado numa hora dessas. 
       Esquento uma xícara de chá, empurro a cortina para poder abrir a janela, puxo uma cadeira e me escoro na sacada. Contemplo cada estrela que há no céu, depois sigo para admirar a lua. Para ajudar, é noite de lua nova, seria esse um aviso? Se a lua está na fase nova, significa que é momento de mudanças, de iniciar um novo ciclo e permitir que outro termine. Há quem diga que é um período propício para dar início à tudo o que for diferente, para arriscarmos e principalmente tentarmos.
        Penso com cuidado se está na hora de fechar esse ciclo para que outros possam se iniciar. Compreendo que não adianta nos amarrarmos em determinados acontecimentos que não nos levam adiante, embora eu ache que este caso aqui certamente vale uma segunda análise e reconsideração, uma segunda conversa, uma segunda briga e discussão, assim como vale também um segundo chamego, um segundo carinho, um segundo abraço e um segundo sorriso.
        Estou tão errada assim?  

quarta-feira, 19 de março de 2014

A rosa negra



        Ahhhhhhhhh, a rosa negra! Tão linda que nem precisa de filtro. É uma rosa turca extremamente rara. Só cresce durante o verão, em pouquíssimo número e somente na pequena aldeia de Halfet por causa das condições do solo e dos níveis de PH da água que são únicos naquela região. Pena que está ameaçada de extinção desde 1990 quando construíram uma barragem. É considerada a flor símbolo do mistério, esperança e paixão, mas há quem acredite que pode ser um sinal de morte, de ma notícia. 
       Ahhhhhhhhhhh rosa negra, és tão encantadora, majestosa, exótica, graciosa e delicada. Espero eu, em algum momento desta minha vida, ter o privilégio de poder tocá-la. Sempre tive um apreço especial por coisas diferentes, por isso acrescento esta aldeia para a minha pastinha de lugares que sonho conhecer. Sem sombra de dúvidas que assim que eu tiver oportunidade, irei me programar para tentar vê-la.

terça-feira, 18 de março de 2014

Carrie a estranha


         Vasculhando os sites de publicidade e propaganda, encontrei um link que dizia: as melhores ações publicitárias de 2013. Mas não deu outra, fui correndo ver as ações interessantes que os criativos das agências desenvolveram ao decorrer de todo o ano que passou. Achei a ação feita para divulgar o filme Carrie a estranha, anos luz perto das outras. Como achei a história apresentada no vídeo boa, resolvi aprofundar os meus conhecimentos para entender mais a tal ficção. Ainda não assisti ao filme, embora já tenha encontrado diferenças de comportamento e atitudes adicionadas no filme só pelo trailer, mas é assim mesmo. É preciso readaptar as obras para que elas façam sucesso nos seus canais. 
        Mas voltando ao livro, nunca havia lido, até então, uma obra do Stephen King e fiquei encantada. Nem havia tido o interesse também, sei lá porquê, embora saiba que eu tenho uma mania com relação as capas. Sei que não se julga livro pela capa, acontece que se eu não for com a cara da arte perco o interesse na leitura e ponto final. Me desprendi dessa amarra boba para desbravar o livro. Em incríveis 4 dias, dadas as correrias de trabalho, volta às aulas e tudo  mais, consegui terminá-lo. 
       Não é por acaso que os seus livros já venderam mais de 350 milhões de cópias e é publicado atualmente em mais de 40 países, okay? O cara é um gênio mesmo - com louvor e distinção, fazendo com que nos envolvemos com a trama de uma forma que não consiga mais parar, mesmo que você já esteja com os olhos pregados de tanto sono. É aquele tipo de leitura que é possível se desencostar do travesseiro e sentar na cama só para não correr o risco cochilar.
        Bem, adoraria relatar a história da Carrie completa, com precisar de detalhes ou acontecimentos, mas que graça teria, hein .. me diz? Bom mesmo é ler página por página para deixar se envolver. Sentir aquele cheirinho do livro penetrar na mente. E quer saber de uma coisa? Se quer resumo pronto joga no google que lá tem 1 zilhão de resenhas ou críticas a respeito do assunto. Se eu tiver que dizer alguma coisa aqui, apenas insistirei: LEIA. LEIA. LEIA. LEIA. E, então, depois você me diz se não é um espetáculo de obra ficcional.



O tal do tempo


          Em um curto espaço de tempo podemos colocar tudo a perder se formos egocêntricos, mesquinhos ou prepotentes. Impressionante como não nos damos por conta que determinadas atitudes magoam, ferem e ofendem. Às vezes, o que pode ser um pormenor para nós, pode ser algo intolerável para aquele que está se relacionando conosco neste exato momento. Aliás, ainda é correto usar neste exato momento ou já posso recorrer para as lembranças que ficaram? Nem todo mundo releva, perdoa ou compreende nossas ações, essa é a mais pura realidade.
          Tenho até medo de escutar determinadas frases, como: errar é humano ou só o tempo dirá. Sim, errar é realmente humano, mas aonde entra aquela parte de perdoar, ou pelo menos tentar, hein? Atiramos a responsabilidade para o que o tempo esclareça alguma coisa, como se ele pudesse soprar respostas em nossos ouvidos ou nos dos outros. E o tempo continua passando sem dizer porcaria nenhuma, porque ele jamais vai fazer sentido se não nos questionarmos, martirizarmos, remoermos ou tentarmos entender quais foram os raciocínios que levaram a pessoa a se comportar daquela maneira.
        Que mania a nossa de colocar a culpa no tal do tempo, como se ele pudesse resolver nossos problemas. Ele somente permite que a vida siga seu percurso natural, que um dia se suceda depois o outro, sem interferir em absolutamente nada nas nossas decisões.
           Ahhhhh tempo, quem dera se por um descuido você pudesse me ajudar em uma hora dessas, seria mesmo pedir demais?