quinta-feira, 20 de março de 2014

Persuasão

                 
        Gostava de sentar em círculos para debater ideias. Falava com domínio, cuja postura e poder de oratória encantavam qualquer um. Gesticulava com leveza, impondo sua inteligência de tal forma que as pessoas sentiam-se atraídas e admiradas pelo raciocínio complexo e ao mesmo tempo encantador. Sabia escutar com atenção cada opinião adversa à sua, para poder concluir e debater num momento posterior.
         Otávio era onipresente no seu  grupo de amigos ou colegas de trabalho. Tinha vocação e talento para persuasão, isso era inevitável. Sentava-se de tal forma que conseguia enxergar a todos que estavam em sua volta, sempre olhando-os nos olhos. Pensava como mestre e falava como político, envaidecido pela possibilidade de transformar as pessoas em seres melhores. Era audacioso, não queria influenciar somente as pessoas nas quais convivia atualmente, tinha o objetivo de conquistar toda uma nação, por isso não perdeu tempo ao estudar como um louco nos últimos anos até conseguir entender que tudo não passava de um truque, cuja palavra de guerra era persuasão.

Aos jovens

Aos jovens ...

Que não se contentem com pouco.
Que sonhem, acreditem em si mesmos e ignorem o veneno alheio.
Que tracem uma meta, tenham objetivos e lutem fortemente.

Que saiam do casulo e aceitem metamorfosear-se de vez em quando.
Que abandonem as redes sociais, vivam um pouquinho mais e descubram-se.
Que esvaziem a mala, abandonem amarras e livrem-se das burocracias.

Que sigam adiante.
Que andem pra frente.
E desistam jamais.


The demon

 
 
           Meu mundo, tão bem cuidado e protegido, fora devastado por um ser, cujo rosto angelical, cabelos encaracolados e olhos esverdeados não transmitiam a amargura de sua alma, que estava há anos sedenta por vingança e consumida pela maldade.
 
 
(...) Este é um trechinho de outra história que estou criando.
 
 

New Moon

  
       Com o coração apertado sigo meu caminho, fazendo um esforço tremendo para controlar os meus impulsos que são quase involuntários. Tantas palavras precisariam ser ditas, a dor necessitaria ser compartilhada e a verdade esclarecida. Embora a vontade lateje dentro de mim intensamente, é preciso estar ciente que o silêncio é considerado sagrado numa hora dessas. 
       Esquento uma xícara de chá, empurro a cortina para poder abrir a janela, puxo uma cadeira e me escoro na sacada. Contemplo cada estrela que há no céu, depois sigo para admirar a lua. Para ajudar, é noite de lua nova, seria esse um aviso? Se a lua está na fase nova, significa que é momento de mudanças, de iniciar um novo ciclo e permitir que outro termine. Há quem diga que é um período propício para dar início à tudo o que for diferente, para arriscarmos e principalmente tentarmos.
        Penso com cuidado se está na hora de fechar esse ciclo para que outros possam se iniciar. Compreendo que não adianta nos amarrarmos em determinados acontecimentos que não nos levam adiante, embora eu ache que este caso aqui certamente vale uma segunda análise e reconsideração, uma segunda conversa, uma segunda briga e discussão, assim como vale também um segundo chamego, um segundo carinho, um segundo abraço e um segundo sorriso.
        Estou tão errada assim?  

quarta-feira, 19 de março de 2014

A rosa negra



        Ahhhhhhhhh, a rosa negra! Tão linda que nem precisa de filtro. É uma rosa turca extremamente rara. Só cresce durante o verão, em pouquíssimo número e somente na pequena aldeia de Halfet por causa das condições do solo e dos níveis de PH da água que são únicos naquela região. Pena que está ameaçada de extinção desde 1990 quando construíram uma barragem. É considerada a flor símbolo do mistério, esperança e paixão, mas há quem acredite que pode ser um sinal de morte, de ma notícia. 
       Ahhhhhhhhhhh rosa negra, és tão encantadora, majestosa, exótica, graciosa e delicada. Espero eu, em algum momento desta minha vida, ter o privilégio de poder tocá-la. Sempre tive um apreço especial por coisas diferentes, por isso acrescento esta aldeia para a minha pastinha de lugares que sonho conhecer. Sem sombra de dúvidas que assim que eu tiver oportunidade, irei me programar para tentar vê-la.

terça-feira, 18 de março de 2014

Carrie a estranha


         Vasculhando os sites de publicidade e propaganda, encontrei um link que dizia: as melhores ações publicitárias de 2013. Mas não deu outra, fui correndo ver as ações interessantes que os criativos das agências desenvolveram ao decorrer de todo o ano que passou. Achei a ação feita para divulgar o filme Carrie a estranha, anos luz perto das outras. Como achei a história apresentada no vídeo boa, resolvi aprofundar os meus conhecimentos para entender mais a tal ficção. Ainda não assisti ao filme, embora já tenha encontrado diferenças de comportamento e atitudes adicionadas no filme só pelo trailer, mas é assim mesmo. É preciso readaptar as obras para que elas façam sucesso nos seus canais. 
        Mas voltando ao livro, nunca havia lido, até então, uma obra do Stephen King e fiquei encantada. Nem havia tido o interesse também, sei lá porquê, embora saiba que eu tenho uma mania com relação as capas. Sei que não se julga livro pela capa, acontece que se eu não for com a cara da arte perco o interesse na leitura e ponto final. Me desprendi dessa amarra boba para desbravar o livro. Em incríveis 4 dias, dadas as correrias de trabalho, volta às aulas e tudo  mais, consegui terminá-lo. 
       Não é por acaso que os seus livros já venderam mais de 350 milhões de cópias e é publicado atualmente em mais de 40 países, okay? O cara é um gênio mesmo - com louvor e distinção, fazendo com que nos envolvemos com a trama de uma forma que não consiga mais parar, mesmo que você já esteja com os olhos pregados de tanto sono. É aquele tipo de leitura que é possível se desencostar do travesseiro e sentar na cama só para não correr o risco cochilar.
        Bem, adoraria relatar a história da Carrie completa, com precisar de detalhes ou acontecimentos, mas que graça teria, hein .. me diz? Bom mesmo é ler página por página para deixar se envolver. Sentir aquele cheirinho do livro penetrar na mente. E quer saber de uma coisa? Se quer resumo pronto joga no google que lá tem 1 zilhão de resenhas ou críticas a respeito do assunto. Se eu tiver que dizer alguma coisa aqui, apenas insistirei: LEIA. LEIA. LEIA. LEIA. E, então, depois você me diz se não é um espetáculo de obra ficcional.



O tal do tempo


          Em um curto espaço de tempo podemos colocar tudo a perder se formos egocêntricos, mesquinhos ou prepotentes. Impressionante como não nos damos por conta que determinadas atitudes magoam, ferem e ofendem. Às vezes, o que pode ser um pormenor para nós, pode ser algo intolerável para aquele que está se relacionando conosco neste exato momento. Aliás, ainda é correto usar neste exato momento ou já posso recorrer para as lembranças que ficaram? Nem todo mundo releva, perdoa ou compreende nossas ações, essa é a mais pura realidade.
          Tenho até medo de escutar determinadas frases, como: errar é humano ou só o tempo dirá. Sim, errar é realmente humano, mas aonde entra aquela parte de perdoar, ou pelo menos tentar, hein? Atiramos a responsabilidade para o que o tempo esclareça alguma coisa, como se ele pudesse soprar respostas em nossos ouvidos ou nos dos outros. E o tempo continua passando sem dizer porcaria nenhuma, porque ele jamais vai fazer sentido se não nos questionarmos, martirizarmos, remoermos ou tentarmos entender quais foram os raciocínios que levaram a pessoa a se comportar daquela maneira.
        Que mania a nossa de colocar a culpa no tal do tempo, como se ele pudesse resolver nossos problemas. Ele somente permite que a vida siga seu percurso natural, que um dia se suceda depois o outro, sem interferir em absolutamente nada nas nossas decisões.
           Ahhhhh tempo, quem dera se por um descuido você pudesse me ajudar em uma hora dessas, seria mesmo pedir demais?