terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Fala muito, fala TUDO!


         Conheço quem enterra coisas com absoluta facilidade. Tapam assuntos, cremam problemas, viram páginas e esquecem pessoas como se elas nunca tivessem existido. Admito que tenho imensa admiração por elas porque bem que eu gostaria de conseguir fazer isso com mais naturalidade. Mas, também conheço gente que perde tanto tempo remoendo, mentalizando e matutando tudo o que poderia ter feito diferente, pensando nas ações que deveriam ter sido executadas, naquelas inúmeras verdades que poderiam ter sido atiradas na cara, como se isso de alguma forma pudesse voltar um pouco para quem feriu com tanta agressividade - como um bumerangue que vai e sempre volta. Só que algo que não foi atirado não tem como voltar, não é mesmo? O tempo passa, nada foi devolvido e tudo continua a machucar, incomodar e inquietar.
     Eu realmente detesto quem ofende, humilha, maltrata com ações e palavras, é prepotente e tem aquela superioridade grotesca. Repudio quem aponta o dedo na cara demonstrando não se importar com nada do que é feito. E que pior ainda, de quem gosta de sapatear nos outros já que precisam massagear seus egos enormes, sedentos. Não admito que quem faça isso não tenha um retorno, isso definitivamente é inaceitável pra mim. Poxa, chega uma hora em que as coisas explodem, que tu simplesmente não aguenta mais, que é preciso devolver. Bom se tudo pudesse ser devolvido numa caixa, certamente muitas bombas seriam enviadas uma depois da outra, e tudo com juros, acréscimos e correções monetária, só que não dá!
      Existe aquela parede imensa que trava, um bloqueio inútil, um mal muitas vezes necessário. Sempre há um abismo entre a pessoa que se quer ser e a pessoa que se é. Só que pensando bem, não adianta nada chegar ao extremo e explodir com as pessoas erradas. Talvez esteja na hora de trabalhar melhor isso para conseguir devolver aos poucos aquilo que consequentemente acaba te corroendo como soda, e principalmente com as pessoas certas. O excesso de sapos que se engole faz do estômago de qualquer pessoa um brejo escuro, nojento e que aos poucos precisa ser esvaziado pra não entupir. E isso não é só comigo ou contigo, é com todo mundo! 
       A única válvula de escape é conseguir ir eliminando, vendo em pequenas ações um resultado pensado a longo prazo. As pessoas nas quais convivemos precisam aprender a ter limites, elas não podem simplesmente falar e fazer o que bem entenderem. As coisas não são bem assim, ou não deveriam ser pelo menos. Entre cada pisada há um ser humano, entre cada desaforo há uma pessoa com uma história que nem sempre conhecemos totalmente e tampouco entendemos suas lutas diárias. Por isso, se tu não consegue falar na cara, que escreva uma carta, que mande uma mensagem, que peça para alguém falar por você enquanto ainda falta-te coragem, só não guarda tudo isso! 
     Guardar desaforos nem sempre é sinônimo de força, como falar o que incomoda também não significa fraqueza! Sou extremamente contra a receber pancada sempre e se acovardar. Enquanto puderem te sapatear, certamente o farão, pode apostar! Então pega e fala, mas fala mesmo, fala muito, fala TUDO, FALA DE TUDO!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Reflexão de uma obra literária




      No momento estou lendo a A riqueza do mundo - Lya Luft, onde encontrei uma parte interessantíssima e por isso estou compartilhando juntamente com a minha reflexão a respeito. Enxuguei seu pensamento porque a Lya é uma escritora extremamente filosófica dona de uma prolixidade ímpar para acumular páginas e mais páginas até concluir seu pensamento.

     "Num congresso de escritores no exterior, com uma organização impecável, com grandes figuras presentes, muito se aprendia em discussões e trocas de ideias. Cada convidado lia um trecho de uma obra sua - naturalmente em inglês- que é a língua de todos. Quando terminei minha parte, aproximou-se de mim um senhor de cabelos brancos, dono de um belo antiquário em Amsterdã, Holanda - casado com famosa romancista holandesa, pegou minhas duas mãos e disse emocionado num perfeito inglês: - Jamais pensei que no Brasil houvesse pessoas cultas."

     Claro, que esse pensamento extraído de um livro sirva-nos como um tapa na cara. Um intercambista mexicano, semestre passado, me respondeu o seguinte quando o questionei sobre a imagem que tinha do Brasil antes de sua vinda: O que ainda estranho todos os dias é que pensei que as pessoas daqui sambassem nas ruas - todas elas. 
    Isso é tão óbvio, num pais onde produz-se apenas futebol, carnaval, favela, drogados, ladrões, mulheres bonitas e vulgares, seria pedir demais que se "produzisse" pessoas cultas, não é mesmo? Só que caro amigo Holandês, aqui nós temos Universidades, editoras, indústrias e nosso país é riquíssimo em termos de produção e exportação. Investe-se em tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e forma-se pensadores, professores, artistas e profissionais altamente capacitados - muitos deles. Mas, sabe-se também, que a culpa não é sua e de nenhum outro estrangeiro que nos enxerga desta forma. Nós é que exportamos essa mídia apelativa. Não somos conhecidos devidamente por tudo que temos de bom e aproveitável. Apesar de toda roubalheira, negligência e confusões, o Brasil sempre foi um país que formou e forma (insira adjetivo que preferir) cidadãos.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Antes tarde do que mais tarde!

            Meu Deus! Há tanto tempo que não posto mais nada nesse meu blog. Estive envolvida em outros projetos e esqueci de compartilhar o que tenho escrito ultimamente. Decidi passear pelos meus textos para ver um pouco mais do que produzi nesses últimos meses. Admito que fiquei assustada comigo mesma e de como eu sinceramente mudei de lá pra cá. Mudei a forma de escrever, a forma de pensar e principalmente a maneira de expor as minhas ideias. Exclui alguns textos por achar que não condiziam mais com a minha personalidade, e no entanto, outros mantive intactos, para analisar futuramente alguma evolução ou não.
            Só que intensificando a faculdade, estou aprendendo a como expor e trabalhar com isso tudo, modelando meu comportamento e minhas atitudes principalmente nas redes sociais. Entra-se na academia de uma maneira e sai-se totalmente diferente. Isso é inevitável e não acontece só comigo. Olho a minha volta e percebo que os meus amigos e conhecidos também estão pensando como eu. Não perde-se a essência da juventude nem nada do gênero, mas perde-se o pensamento de que tudo é brincadeira e que as consequências não existem. Vejo isso como um crescimento, um aprendizado constante que reflete numa busca primordial de conhecimento. Quero olhar pra trás e saber que busquei pelas minhas respostas e que obtive algum retorno. E se antes eu tinha vergonha de mim, hoje eu tenho cada vez mais orgulho por ser um ser humano que não fica estagnado vendo a vida passar diante dos olhos.
          Parece que foi ontem que escrevi o último texto, só que cinco meses já voaram até eu me dar por conta que costumo fazer milhões de coisas ao mesmo tempo e que uma eu acabo deixando perdida pelo caminho. Desta vez estou me reconectando, buscando por dar vida novamente a algo que me faz muito feliz. Me policiarei a escrever com mais frequência porque fico encantada quando escuto: - Ei Luciana, não está escrevendo mais por quê? E como responder que eu continuo escrevendo cada vez mais só que não ando postando? Por isso vou adorar ter um retorno como aconteceu das outras vezes também. Um retorno que me motivará demais. Um toma lá da contínuo e inesgotável. Assim como o próprio nome do blog já diz: é interminável. Vou ir e vir sempre, até finalmente perceber que apesar de todo o trabalho que tenho, isso aqui me faz um bem danado.
Mil Beijocas!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Valores Invertidos



As coisas estão tão atravessadas que os valores já estão trocados há muito tempo.  O que mais me irrita nisso tudo, é o gostar está relacionando a valor - verba. Quanto maior for o presente, maior é o sentimento - desde quando, HEIN? Gostar é gostar. Gostar é puro, é nobre e jamais pode estar relacionado a dinheiro. Espanta-me ver que as pessoas ostentam, vangloriam-se com coisas assim, onde principalmente ações pequenas perdem o VALOR. Se o “sentimento” não puder ser exibido, exposto e se não for esfregado na cara dos outros, nada mais tem importância. A sociedade e as pessoas chegaram a tal ponto que tudo se inverteu, está tudo misturado. Já não sei mais se é o dinheiro que subiu para a cabeça ou se é a própria ignorância que desceu para o bolso. Num mundo em que o dinheiro grita mais alto sempre, não há muito o que se esperar dos outros - sinceramente.



Agora é a hora





                 A mudança demora mesmo pra acontecer, e esses últimos 10 anos serviram como pólvora. Me orgulho destes que estão protestando, que saíram do sofá, das redes sociais, que deram a cara a tapa mesmo. 
            Espero que estes manifestos sejam apenas o começo – o início de um povo que chegou ao seu limite e que está cansado de tamanho descaso e roubalheira. Não preciso ressaltar agora tudo o que está de ponta cabeça nesse País, mas espero que isso não seja um fogo de palha, uma brasa que esteja prestes a apagar. Que o barulho de hoje não seja esquecido e calado amanhã. Se temos voz para gritar, precisamos ter ainda mais na hora de votar. Não restam mais dúvidas de que um povo sem virtudes acaba mesmo por ser ESCRAVO.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O que realmente importa

             A beleza do lindo rosto ou do belo corpo não convence, ela só atrai nos primeiros minutos. É fundamental ter uma base sólida para construir uma relação. São as conversas, opiniões compartilhadas, educação apresentada, honestidade presente em cada ser humano, a humildade e principalmente o caráter que vão definir se vale a pena ou não investir tempo e energia em alguém. São as experiências trocadas ou a tranquilidade de ter pouco o que ensinar mas muito o que aprender. Foi-se o tempo em que as pessoas precisavam de um conjunto bonito para fazer volume do lado, eis que precisamos de algo a mais, algo que a beleza por si só não sustenta. E olha que não é falar nada em exagero ou exigir muito de alguém, é apenas enxergar por um ângulo real - mais humano -, onde a inteligência e o caráter formam uma dupla muito mais bonita do que um rostinho encantador e um corpo atraente, que se tiverem só isso para oferecer, são estupidamente vazios, desinteressantes e desnecessários.

domingo, 3 de março de 2013

Sair do lugar


               Há muito tempo venho procurando ser feliz deixando de esperar as coisas caírem do céu. É óbvio que estou apenas no começo da caminhada, sabendo lucidamente que eu ainda tenho muito chão pela frente, muita poeira para "comer" para quem sabe um dia "chegar lá". Afinal, chegar aonde? Será que realmente existe um destino final? Hoje, eu já não saberia responder porque estou vivendo um dia de cada vez, abraçando as oportunidades que surgem, adorando me envolver em projetos que estavam tão distantes e eram tão desconhecidos por mim. Se um dia eu realmente "chegarei lá" eu ainda não consigo responder, a única coisa que eu tenho certeza é que parei de reclamar esperando o que não vem. 
         Eu levantei do sofá, desliguei a televisão, desconectei a internet e foquei em coisas melhores - coisas que me motivam a seguir em frente. O que eu quero agora é ter sempre novas histórias pra contar. Não só as histórias dos outros, mas as minhas também, para ter a certeza de que tudo realmente valeu a pena nessa vida.